Como estabelecer limites?
Muitos pais se veem entre a cruz e a espada quando o assunto é estabelecer limites para os filhos. Por um lado, temem assumir uma postura autoritária e criar um filho passivo e inseguro que não consegue tomar decisões por conta própria. Por outro lado, receiam agir de forma permissiva e o filho tornar-se mimado ou antissocial.
De fato, estabelecer regras e limites é um dos maiores desafios da parentalidade! Mas é possível encontrar o caminho do meio assumindo uma postura de autoridade que respeite a criança como um indivíduo em desenvolvimento, com suas características e necessidades pessoais. Essa postura permite equilibrar amor e limites.
A seguir algumas atitudes parentais que podem ajudar nesse processo:
- Conhecimento sobre o desenvolvimento infantil. Crianças pequenas ainda estão aprendendo a ter o autocontrole, portanto o controle deve ser colocado pelos pais e demais cuidadores, por meio do estabelecimento de uma rotina adequada.
- A criança tem maior chance de obedecer se puder fazer escolhas. Ensinar essa habilidade é importante, pois ela pode aprender a avaliar suas necessidades, no momento, para atender o que está sendo solicitado e negociar a sua realização.
- Colocar as regras de forma gradual, pois dá oportunidade e tempo para a criança se adaptar as mesmas.
- Evitar o excesso de regras, pois essa atitude faz com que a criança associe as regras a algo aversivo o que fará com que ela adote atitudes de fuga e esquiva, potencializando a produção de comportamentos inadequados.
- Seja consistente. Estabeleça as regras e monitore para saber se ela está sendo seguida.
- Seja modelo. Se você quer que seu filho siga regras, você deve fazê-lo também. As crianças aprendem mais observando e imitando os adultos do que seguindo instruções diretas.
- Flexibilidade. Avaliar a adequação ou a possibilidade de seguir regras de acordo com o contexto e/ou estado físico e emocional da criança também é algo que deve ser considerado pelos cuidadores.